B.G.


Todos os dias dou por mim a vaguear pelos meus pensamentos. Ansiando sempre por mais e mais, querendo a todos minutos alcançar os objectivos a que me comprometi. O ser humano é assim mesmo: confuso, incrédulo, pensativo, teimoso, vingativo mas, no fundo amoroso. Não sei nada desta vida. Diz-se que na morte tudo se torna claro. Não quero dormir e pensar que será aquela a ultima luz que os meus veram. Não quero desaparecer sem antes estar contigo, contigo e contigo. Não sei qual será a hora, o minuto e o segundo. Assim, preciso de viver tudo que já vivi, tudo novamente. Tenho vontade de sentir a insegurança perante coisas inimagináveis, sentir nos meus braços o carinho, a doidice e a incapacidade de algo mais. De 1991 a 2010, já se passaram coisas…coisas que nem eu nem ninguém sonha alcançar, por um motivo apenas…o receio. Não tenciono perder tudo o que já conquistei e, mesmo o que perdi ou nem sequer cheguei a ter, quero voltar a alcançar, porque sinto falta disso…muita falta. O que me adianta ter um cigarro, cinquenta euros na carteira, e uma casa se… se ainda não sei nada, nada de ti nem de mim… nada de ninguém. Preciso de crescer a cada dia que passa, tornar-me capaz de te conseguir surpreender como tu já me surpreendeste. Não sou nada mais que uma simples miúda de 19 anos à procura de uma coisa… uma coisa que nem eu própria sei. Se te ligo, deixas-me. Se não te ligo, tu desejas-me… sim! Desejas-me como sempre me desejas-te de uma forma insegura, mas sim é verdade esse desejo foi cedido. E hoje? Que faço eu por aí, à procura do teu abraço e do teu sorriso, para no fim me protegeres deste mundo. Só preciso de um abrigo quente e seguro…eu sei que tu me podes dar isso, isso e muito mais.